como se eu tivesse assim com muito tempo sobrando, acabei criando mais um blog e aceitando o convite pra participar de um terc... ops, sexto (fiu!) assim, agora, quando eu consigo aparecer, eu posso aparecer também nestes endereços:
contra o dito
mais um projeto solo, na linha dos político-engajados. não que eu pretenda abandonar os outros dois, votolula e fora, aécio! (links aí do lado), mas este se propõe a ser mais voltado para a análise da mídia, não necessariamente do governo. são coisas quase impossíveis de separar, eu sei, mas até para me manter coerente com a minha crença de que é perfeitamente possível ser crítico sem ser parcial, achei melhor criar um espaço separado para o assunto...
chuteira de salto e minissaia
e quem foi que disse que mulé não entende de futebol? lilaise convidou e eu acabei me juntando a esse time afiadíssimo só de mulheres futebólatras. textos divertidos, charmosos, apaixonados e provavelmente mais inteligentes do que a muita coisa que somos obrigadas a ouvir durante as transmissões! e o que é melhor: com cerveja liberada!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
novidades no ar
tags: futebol, links, sem-mídia
at 16:10 2 comments
Todos juntos somos fortes!
Recebi por e-mail a proposta deste blog e declaro meu apoio total! Em solidariedade ao jornalista Luis Nassif, que tão bravamente tem denunciado inúmeros podres da revista Veja, a idéia é que todo blog inclua o link para http://luis.nassif.googlepages.com/home sempre que escrever em seu blog a palavra "Veja". Quanto mais gente fizer isso – assim, exatamente do mesmo jeito –, maior a probabilidade da denúncia do Nassif subir cada vez mais posições na lista das buscas por Veja no Google e nos demais mecanismos de busca. É a união dos pequenos revertendo a vantagem da popularidade do inimigo! Genial!
domingo, fevereiro 17, 2008
criptografia
dferramei água no meru trecladfo. agora eru não conigo dfigitar a lertra "éce", "dfábliu" nerm "chiz", ganho um érrer fder brindfer quandfo dfigito o "ér" er o "df" er o "df" agora ó aparrecverm agarradfinho, mermo reu fdigitandfo ó um fderler. (Acvabrei dfer perrcverberr quer o "cv" verm cvom um "v" dfre brindfer tambérm!) errá quer vou terr quer cvomprar um tercvladfo novo? Ou dfuncviona botar erler pra tomar ol? DFroga!
tags: querido diário
at 22:47 3 comments
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
balanço cultural de carnaval
carnaval em beagá, sem dinheiro e com chuva sem parar só podia dar nisso: edredon, namorado e um montão de filmes! vamulá:
sábado
mais estranho que a ficção: muito bom, chegou a me surpreender. curioso que depois me disseram que o maior problema foi ele ter sido vendido como um seguidor de kaufman, coisa que eu não tinha ouvido falar mas que eu mesma pensei no meio do filme. logo, não é uma comparação tão absurda assim. digamos que poderia bem ser um kaufman em início de carreira. ou o donald. enfim, o filme é bom, divertido e inteligente, eu recomendo.
cartola - música para os olhos: decepcionante. eu já tinha achado ruim ao ver que o filme só tinha uma hora e pouco. como contar a vida do cartola em tão pouco tempo? bobear até aqueles especiais da globo são maiores. enfim, ainda bem que é curto, porque é muito ruim. só não digo "péssimo" porque minha religião não permite pôr "péssimo" e "cartola" na mesma frase, mas não foi por falta de esforço da equipe. o áudio é sofrível, as imagens são umas colagens sem pé nem cabeça, não encadeia uma coisa com a outra, não conta a história dele direito, passa um tempão focando nuns trem nada a ver, não põe os depoimentos direito, não mostra nem as músicas direito! triste, pois deu mó vontade de ver um filme bom sobre o cartola.
domingo
a profecia celestina: sim, o tema é controverso, mas eu já sabia do que se tratava. achei o livro ótimo, e ainda bem que já tinha lido, senão não teria entendido patavina. muito corrido, as informações atropeladas, e ainda pareceu bem amador quando lá na frente o sujeito faz referência a algo que é fundamental no livro e tinha sido suprimida no filme. hello, alguém releu o roteiro antes de filmar?
clube da luta: nota onze! eu já tinha visto, mas como foi a primeira vez que vi de novo, ou seja, sabendo o final, acabou sendo um outro filme pra mim, tão bom quanto o primeiro! esse é obrigatório!
segunda
quanto vale ou é por quilo?: do caralho! confesso que assustei quando li a sinopse e achei que lá vinha bomba, mas dei o crédito às críticas positivas e achei fantástico. o filme é tão direto e cru na sua crítica que não tira o nem seu próprio cujo da reta, mas há que se admitir que tem que ter culhão pra patrocinar tamanha exposição de feridas tão bem disfarçadas da nossa sociedade. não importa. com ou sem segundas intenções, o recado foi dado, e bem dado. quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que os abra...
meu nome não é johnny: ó, eu gostei demais, viu? gostei da sinceridade do cara, como ele não se faz de coitadinho pra ganhar a simpatia do espectador, ele foi aquilo mesmo, foi escroto, tava pouco se fudendo, foi em cana, teve o que mereceu. mas pagou, e recomeçou a vida. o filme resvala na pieguice apenas quando mostra a beleza da possibilidade de se recuperar de uma vida de crimes e blablabla, mas porra, aquele manicômio não foi nada romantizado! a barra é pesada mesmo e o cara só se recuperou pq não teve escolha (e pq não era doido mesmo, nem burro). fosse ficção eu ia achar o final meio chulé, mas sendo a história real, não tinha como ser muito diferente.
terça
batismo de sangue: também nacional, também verídico, também chocante, também ótimo. baseado no livro do frei betto, o filme conta a participação dos frades dominicanos na luta contra a ditadura militar no brasil, com destaque para as histórias do próprio frei betto e de seu colega, frei tito. as cenas fortes de tortura são de nausear quem tenha sangue nas veias, o filme é pesado, triste, angustiante, mas eu acho que é o tipo de história que precisa ser contada e lembrada sempre. e, no caso, isso foi feito muito bem.
trapaceiros: pra aliviar a alma no fim do carnaval, woody allen na veia é o melhor remédio. ainda mais quando ele vem com sua faceta mais hilária. "trapaceiros" pode até não ser das melhores produções do cara, mas é até covardia querer que um diretor seja sempre genial. o argumento é bobinho, a história é muitas vezes previsível, mas os diálogos inteligentes e as situações inusitadas não deixam dúvidas quanto à paternidade do filme, e garante muitas e ótimas risadas!
quarta eu trabalhei, humpf.
mas pra facilitar a transição, rolou mais um woody antes de dormir! celebridades, outro filme não-genial mas com o inconfundível dna woodyalleniano. tanto que a gente reconhece o mestre até quando ele está disfarçado de kenneth branagh! boas e despretensiosas risadas garantidas!
at 18:06 1 comments
sábado, fevereiro 02, 2008
suassuna, rutherford e bohr
IM-PA-GÁ-VEL! :-D
tags: cultura, diversões inúteis, youtube
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
which beatles song describes your life right now?
let it be
you are an extremely optimistic individual and you are strong and content no matter what difficulties lie ahead of you. you know that you have no control over certain things in life and therefore you just do what you can and let the rest be. people enjoy being around you since you are so relaxed and easygoing. you put your faith in some higher power-whether that be god, the universe, or just your own unfailing spirit. patience and courage are two qualities you are never without.
(testezinho do facebook)
tags: diversões inúteis, links
at 15:25 0 comments
quinta-feira, janeiro 31, 2008
42
– clarice, preciso que você faça 42 cópias deste cd aqui, tá? pra hoje. e faz capinhas bonitinhas pq é pra distribuir.
quarenta e duas.
cópias.
de cd.
pela altura da pilha dos virgens aqui do lado falltam só uns 15, e eu ainda tenho que levantar as mãos pro céu porque o conteúdo dele tem pouco mais de 1Mb.
tô me sentindo o chaplin no "tempos modernos"...
tags: querido diário
at 17:38 0 comments
quarta-feira, janeiro 30, 2008
até que demorou...
acabo de receber o telefonema de uma firma de advocacia solicitando
gentilmente a retirada de um comentário neste post do meu blog fora, aécio! o comentário fazia acusações contra uma empresa cliente deles e, como ainda por cima era anônimo, aceitei sem discutir. mas deixei lá um aviso de que o comentário que estava ali antes tinha sido removido a pedido de uma empresa citada. e só.
será que um dia eu vou receber telefonema de donandréa? exconjuro!
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Nobel para Boal
Do site da CartaCapital:
"Acostumado a figurar no rol dos grandes criadores do teatro, o nome de Augusto Boal foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, ao lado de personalidades da importância de Mikhail Gorbachev e Nelson Mandela. O diretor teatral é indicado pelo trabalho no Teatro do Oprimido, metodologia criada nos anos 60 que mistura arte com ação social. Até a quinta-feira 31, o comitê norueguês receberá manifestações e cartas de apoio à candidatura. Depois disso, vai se reunir para analisá-las e escolher os nomes oficiais de 2008. O anúncio do prêmio, jamais ganho por um brasileiro, acontecerá em outubro.
Sob o lema aprende quem ensina, a presença de Boal extrapola os palcos brasileiros. Sua teoria, que une dramaturgia, grupos populares e direitos humanos, está presente em mais de 70 países. No Brasil, à frente do Centro de Teatro do Oprimido (CTO), no Rio de Janeiro, ele realiza trabalhos em escolas municipais e presídios. Os participantes brincam com figurinos, criam poesias e fazem debates com políticos e historiadores. Dada a acirrada concorrência, as chances de o prêmio vir para o Brasil são poucas. Mas a indicação é um reconhecimento desse longo e louvável trabalho." (Ana Luísa Vieira)
para quem quiser mandar sua carta de apoio à candidatura de Augusto Boal, o endereço é:
The Norwegian Nobel Committee
Henrik Ibsens gate 51
NO-0255 OSLO - Norway
como muito bem diz o meu amigo pirata, "ganhando ou perdendo, Boal e seu trabalho não se tornarão maiores, tampouco menores, e não é isso que está em questão. a questão é: pouco importa a decisão dos jurados; importa, mesmo, é o nosso apoio a qualquer um, de qualquer parte do mundo, que se preste à libertação da espécie de toda e qualquer garra do phoder, o que Boal tem feito há décadas com seu Teatro do Oprimido - e, circunstancialmente, ele ainda é brasileiro, o que torna nossa torcida ainda mais gostosa."
falou e disse! :-)
at 20:58 0 comments
notícias de uma guerra particular
neste fim de semana eu assisti o documentário "notícias de uma guerra particular", sobre o tráfico de drogas no rio. o filme traz depoimentos de polícia, traficantes e moradores, e apesar de já ter alguns anos, parece que bombou recentemente de novo com essa febre de "capitão nascimento".
o filme é ótimo, pega no estômago em vários pontos e não se limita a mostrar apenas um aspecto e uma conveniente e supostamente fácil solução do problema, pelo contrário, mostra que o troço é tão complexo que realmente não há muita esperança.
dentre vários depoimentos interessantes, destaco uma das falas do chefe de polícia, que me chamou atenção quando ouvi, e mais ainda ao fim do filme, quando um letreiro informa que ele deixou o cargo pouco tempo depois das filmagens. escrevo de memória, mas ele diz mais ou menos:
"uma vez fui designado pra trabalhar em uma cidade pequena, no interior, que estava começando a ter problemas com a violência. nos primeiros meses foi ótimo, todo mundo gostava da gente. até um dia que o segurança de um supermercado deu um safanão num moleque que foi pego roubando e os dois foram autuados. a sociedade ficou revoltada! – 'mas o pivete é ladrão!', diziam, e a gente tinha que explicar: 'não importa, ele errou, mas agredir o infrator também é errado.' e autuamos os dois. a partir daí já começaram a nos olhar torto. quando um grande fazendeiro assassinou o caseiro e foi autuado também, minha equipe se foi completamente hostilizada pela cidade. ora, a lei é pra todo mundo! aí eu me pergunto: quem brada que quer uma polícia não corrupta consegue conviver com ela? está pronto para andar sempre dentro da lei e não tentar aliviar uma multa de trânsito, não dirigir bêbado, não arrumar esquema pra fugir do exército, não sonegar impostos, etc? a sociedade também é corrupta, a polícia no brasil, infelizmente, foi feita pra ser corrupta, porque ela não é pra proteger todo mundo, ela é pra proteger os ricos."
pausa para o mea culpa, nesse momento engolir ficou um pouquinho mais difícil. claro que ele não disse nenhuma novidade, mas é raro ouvir a verdade assim na lata. e olha que eu não sou rica e ainda eu me considero parte da minoria que ao menos tenta fazer tudo direito – se não dentro da lei, pelo menos dentro de certos princípios éticos ou morais, mas atire a primeira pedra aquele que nunca saiu da linha e tentou dar um jeitinho pra se safar.
conclusão: putz, que merda!
enfim, já que o grande mérito do rambo tropical foi trazer à tona o debate sobre o angu de caroço que virou a questão do tráfico e da violência, esse documentário é uma boa oportunidade de trazer o foco da discussão para o mundo real. eu recomendo.
at 11:36 1 comments
terça-feira, janeiro 22, 2008
Liberdade para o quê?
Liberdade não consiste em escolher nas prateleiras do supermercado
QUANDO JANTO fora, prefiro os restaurantes onde sou um cliente conhecido, porque, em princípio, eles aceitam com um sorriso meu comportamento, que é um pouco atípico: não gosto de ler o cardápio, peço o prato do qual estou a fim naquela noite, que ele esteja ou não no menu. Caso a cozinha não disponha dos ingredientes necessários, o maître e eu imaginamos um compromisso próximo de meus desejos.
Nota: às vezes os que lêem o cardápio do começo ao fim, à força de hesitar entre massas, risoto, carne ou peixe, acabam se entupindo de pão e couvert - e assim perdem o apetite.
Pensei nisso ao reler "O Paradoxo da Escolha, Por que Mais é Menos", de Barry Schwartz, recentemente traduzido em português (ed. Girafa). Schwartz constata, com razão, que a multiplicação das possibilidades de escolha (que é própria da sociedade de consumo) constitui, de fato, um fardo.
Exemplo: queremos comprar uma calça jeans e descobrimos que existem infinitos cortes, desbotamentos, preços etc. Ótimo, somos LIVRES PARA escolher entre centenas de jeans. Mas, de repente, eis que NÃO somos LIVRES DE uma tarefa, no fundo, fútil: a de encontrar a calça que nos veste melhor na perfeita relação custo/benefício.
Na hora de escolher um carro, uma faculdade, uma profissão, um país ou uma cidade em que morar, as escolhas possíveis são, hoje, incontáveis. Portanto seríamos mais livres, não é? Pode ser. Em compensação, temos a trabalhosa (e, às vezes, desanimadora) incumbência de escolher.
Schwartz opõe dois tipos subjetivos: os "maximizadores" e "os que se contentam com algo suficientemente bom". Os maximizadores querem absolutamente fazer a escolha certa; os outros sabem se satisfazer sem ter que alcançar a certeza de que fizeram o melhor negócio.
Ora, constata Schwartz com razão, o maximizador não é nunca feliz: ele é corroído pelo remorso e pela dúvida (será que examinou efetivamente todas as possibilidades?).
Schwartz chega a imaginar que a epidemia de depressão das últimas décadas tenha uma relação com a multiplicação das escolhas possíveis e, portanto, com a insatisfação crônica de nosso lado maximizador. Obviamente, os que sabem se satisfazer vivem melhor. Conclusão de Schwartz: o excesso de liberdade nem sempre é bom.
Tudo bem. Mas vamos aplicar a visão de Schwartz ao campo amoroso. É claro que, se a tradição nos obrigasse a nos casar com a moça escolhida pelos anciões de nossa aldeia, a vida amorosa seria mais fácil. A liberdade para se juntar com quem quisermos é, de fato, uma complicação: para ter a certeza de que Fulano é meu homem fatal, com quantos Sicranos deverei compará-lo?
Por outro lado, se adotarmos a sabedoria dos que sabem se contentar com o que lhes agrada, nossos parceiros e parceiras não vão gostar.
Em geral, preferimos ser amados por quem acha que somos a melhor escolha possível, em absoluto.
Ou seja, na vida amorosa, os maximizadores sofreriam como sempre, enquanto os que "se contentam" seriam detestados por parceiros e parceiras. Como fica? Pois é, talvez a vida amorosa seja um bom exemplo para descobrir os limites das idéias de Schwartz, porque, nela, a liberdade certamente não consiste em poder escolher o amado numa lista de pretendentes. Amar tem mais a ver com "encontrar" do que com "escolher".
O livro de Schwartz é ótimo e divertido sem contar que pode ajudar todas as pessoas que se inibem diante da multiplicidade dos possíveis. Mas Schwartz parte de um pressuposto, que está implícito desde seu primeiro exemplo (o dos jeans): ele considera a pluralidade das escolhas possíveis como o índice da liberdade. Quando constata que essa liberdade é fonte de tormentos, ele conclui que talvez seja melhor sermos menos livres e mais felizes.
Ora, a visão que Schwartz tem da liberdade é parasitada pelo próprio modelo do consumo, cujos impasses ele castiga.
Ser livre não significa poder escolher entre os objetos disponíveis nas prateleiras do supermercado; ser livre significa saber criar o que queremos e encontrá-lo, mesmo e sobretudo quando não está em lista alguma de liquidações e promoções. Certo, o mal-estar do maximizador é uma patologia da liberdade de escolha. Mas a liberdade de escolher entre as ofertas que estão nos cardápios é, por sua vez, uma deformação da verdadeira liberdade - a de inventar.
--
(texto do psicanalista Contardo Calligaris, que recebi por email, gostei e escolhi publicar. fiquei curiosa pra ler o livro, mas acho que ainda preciso aprender a escolher menos afazeres, para que caibam no meu dia...)
tags: cultura, entre aspas
at 14:46 4 comments
sábado, janeiro 05, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
na padaria
nem tava tão cheio assim, mas só dois caixas abertos, o que dava uma filinha de 2 ou 3 pessoas em cada. uma dona começa um verdadeiro escândalo, pergunta pelo gerente, sai andando feito barata tonta pra lá e pra cá, aborda todos os funcionários exigindo que abram mais caixas, e brada que compra lá há anos, que já deu muito dinheiro para aquela padaria e que não admite ser tratada com tanta falta de respeito, e toda hora pergunta de novo se não tem gerente no lugar. muito desagradável. obviamente o gerente estava na gerência e ainda não tinha dado tempo de um funcionário se teletransportar pra lá e voltar com o procurado na urgência que a dona exigia.
– escuta aqui, minha senhora, hoje é dia 4 de janeiro, eu entendo que a senhora tem toda razão em suas queixas, mas precisa expressar dessa forma? de que adianta a senhora distribuir mil votos de muita paz em 2008 se a senhora mesma causa tanto tumulto por causa de uma fila que nem está tão grande assim? e mesmo que estivesse, a senhora não acha que seria muito melhor atendida se procurasse pelo gerente discreta e educadamente e lhe expusesse a questão, pedindo providências com o mesmo respeito que deseja receber?
não, não foi o gerente nem ninguém lá que falou isso pra ela. fui eu, mas infelizmente, só na minha cabeça, pq não tive coragem para abordá-la de fato (talvez tenha sido uma intervenção de meu anjo da guarda também, sei lá). mas não pude conter um risisnho quando, alguns minutos depois, e bem longe da dona, ouvi duas velhinhas cochichando, agora sim, de verdade:
– ah, menina, aposto que ela não rezou antes de sair! é por isso que eu não saio nunca de casa sem rezar antes, olha só, que horror...
:-)
tags: querido diário
at 13:21 0 comments
quinta-feira, janeiro 03, 2008
os quatro compromissos
1. seja impecável com a sua palavra.
a palavra tem um grande poder, que deve sempre ser usado na direção da verdade e do amor. use-a com integridade e evite usá-la contra você mesmo ou sobre os outros. cumpra sempre suas promessas e assuma sem culpas a responsabilidade por seus atos e escolhas.
2. não leve nada para o lado pessoal.
os outros não fazem nada por sua causa, o que eles dizem e fazem é projeção de sua própria realidade, do seu próprio sonho. cada um vive num mundo diferente, e não podemos presumir que os outros conheçam o nosso mundo. mantenha-se imune às opiniões e ações alheias, evitando assim ser vítima de sofrimentos desnecessários.
3. não tire conclusões.
seja corajoso e pergunte aquilo que realmente deseja saber. comunique-se o mais claramente possível e evitará mal entendidos, tristeza e drama.
4. dê sempre o melhor de si.
evite autojulgamento, arrependimento e culpas. seu melhor pode mudar de momento a momento, de acordo com as circunstâncias, mas quando você faz sempre o seu melhor, pode dormir com a consciência tranqüila. é a ação que faz a diferença.
(ensinamentos fundamentais da tradicional sabedoria tolteca para a conquista da verdadeira liberdade pessoal, por don miguel ruiz, cirurgião e estudioso mexicano de ascendência tolteca)
minha resolução para 2008 é tentar manter isso sempre em mente. pode parecer simples, mas se fosse o mundo estaria bem melhor!
domingo, dezembro 30, 2007
balanço

comecei 2007 em lavras novas, sem imaginar o ano duraria só seis meses (apesar de eu ter a nítida sensação de que ele ainda vai durar mais uns dois, só nas próximas 24h...).
em 2007, eu
– sobrevivi à entrega do tcc aos 47 do segundo tempo, em janeiro, sem imaginar que receberia meu certificado apenas uns dez dias atrás (o critério que regula as permissões para descumprimento de prazos não é muito justo com alunos). mas o que importa é que em 2007 eu me tornei uma pós-graduada (oh!);
– tirei as minhas férias para trabalhar, o que explica porque quase não me agüento de ansiedade em pensar que terei isso – FÉRIAS! – daqui a exatamente treze horas e 31 minutos;
– fiz um bocado de bons freelas, justiça seja feita. pouco descanso, mas pelo menos é um cansaço remunerado;
– descobri que é o maior barato viajar de avião a trabalho para reuniões de um dia só com passagens pagas pelo cliente;
– achei ainda mais legal quando o serviço acabou e eu vi que aquela não é minha rotina, graças a deus;
– constatei que ainda fico igualzim minino pequeno com o nariz colado na janelinha pra ver as cidades minúsculas lá detrás das nuvens (isso é lindo!);
– vivi a sensação estranha de querer chorar de raiva ao ver meu trabalho impresso, mas receber tantos elogios que acabei me questionando sobre a real vantagem de se ter um olho de designer perfeccionista quando ninguém mais enxerga aquela aberração;
– não vi o mar de perto, mais uma vez. estou prestes a completar cinco anos sem praia e isso pra uma mineira pode começar a ser motivo de sérias preocupações;
– comecei a fazer regime direito, de novo, mas algo me diz que termino o ano no zero a zero (tem uns 20 dias que ando sem coragem de encarar a balança);
– retomei este blog, para minha própria surpresa, e ele até que tá durando;
– comecei um namoro, para minha própria surpresa, e ele até que tá durando;
– continuo com essa mania de arriscar perder um amigo (ou um namorado) para não perder uma piada;
– fiz três concursos públicos, até que estudei direitinho, mas não cheguei nem perto da única vaga que sempre está lá sozinha nos concursos para a minha área;
– estou há meses esperando um aviso prévio que ainda não veio, e ainda pode vir a qualquer momento, mas inexplicavelmente eu estou bem tranqüila de que o que tiver de ser será;
– tive que tolerar e consertar tanta incompetência de gente com emprego bem melhor que o meu que pelo menos serviu pra eu me sentir mais segura da minha própria capacidade;
– parei de assistir novelas (isso é uma quebra de paradigma histórica na minha vida);
– em compensação, estou cada vez mais viciada em séries e devota ao santo padroeiro da banda larga;
– terminei de assistir "six feet under" e agora posso com propriedade juntar-me ao time dos que têm certeza de que essa é a melhor série dramática ever;
– estou no meio da nona temporada de "seinfeld" e agora posso com propriedade juntar-me ao time dos que têm certeza de que essa é a melhor série de comédia ever;
– não obstante, declaro minha paixão por gregory house, dexter morgan e jack donaghy;
– finalmente, comprei um gravador de dvd, mas ainda não sei usar direito;
– finalmente, adquiri um microondas, ainda que seu uso seja 90% pra esquentar meu café com leite de manhã;
– finalmente, troquei meu celular por um que não mais atrai a curiosidade dos adolescentes ao ver como é um celular que não tem tela colorida;
– finalmente, pintei a casa, arrumei o teto da área e troquei os varais – em julho, mas ainda não voltei com os quadros pra parede (shame on me!);
– fui à obra umas duas ou três vezes só, não sei se é só fase ou idade mesmo, mas por enquanto não tem feito muita falta não.
– em compensação, comecei a curtir mais os programas lights de buteco e papo furado com amigos;
– vi meu time cair para a segunda divisão do campeonato mineiro, ser desclassificado da série c nacional e morrer na praia na taça minas gerais, mas ainda tenho a mesma fé que o amigo da lila no projeto "yokohama 2012" (será que freud explica eu ter digitado "2112"?);
– perdi meu avô, e senti uma tristeza tão imensa que só se compara à gratidão que sinto por ter convivido com ele por 31 anos e à alegria de saber que esteja onde estiver, ele está bem e estará sempre perto de mim;
– não perdi a mania de achar que posso resolver os problemas daqueles que eu amo, e apesar de já ter evoluído bem, ainda não lido direito com a frustração que vem quando constato minha óbvia impotência diante de certas coisas;
– reforcei ainda mais minha crença em algo maior que faz toda essa bagunça ter algum sentido, mesmo que eu não consiga captá-lo ainda;
– mais uma vez comprovei que clichês não viram clichês sem uma boa razão;
– continuo não usando messenger, mas fui fisgada por outra perdeção de tempo na internet e cadastrei no facebook;
– me filiei ao movimento dos sem-mídia – e não apenas pra poder dizer que não uso a net apenas para coisas inúteis, a causa é séria e eu sempre defendi;
– conheci um bocado de gente, sites e blogs bacanas na net, e o último deles, que não posso deixar de compartilhar aqui, é o depósito do calvin, de onde tirei a ilustração deste post;
– tenho tentado a cada dia ser uma pessoa melhor e buscar o equilíbrio entre meus rompantes arianos típicos e meus resquícios de polianice aguda, e posso dizer que, se ainda falta muito chão pela frente, pelo menos eu já aprendi a diferença entre ser boa e ser idiota;
– não fiz nada de que me arrependa, mas com certeza fiz um zilhão de coisas que esqueci de escrever aqui. mas não importa, tá de bom tamanho, né? :-)
tags: querido diário
at 21:05 1 comments

