como se eu tivesse assim com muito tempo sobrando, acabei criando mais um blog e aceitando o convite pra participar de um terc... ops, sexto (fiu!) assim, agora, quando eu consigo aparecer, eu posso aparecer também nestes endereços:
contra o dito
mais um projeto solo, na linha dos político-engajados. não que eu pretenda abandonar os outros dois, votolula e fora, aécio! (links aí do lado), mas este se propõe a ser mais voltado para a análise da mídia, não necessariamente do governo. são coisas quase impossíveis de separar, eu sei, mas até para me manter coerente com a minha crença de que é perfeitamente possível ser crítico sem ser parcial, achei melhor criar um espaço separado para o assunto...
chuteira de salto e minissaia
e quem foi que disse que mulé não entende de futebol? lilaise convidou e eu acabei me juntando a esse time afiadíssimo só de mulheres futebólatras. textos divertidos, charmosos, apaixonados e provavelmente mais inteligentes do que a muita coisa que somos obrigadas a ouvir durante as transmissões! e o que é melhor: com cerveja liberada!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
novidades no ar
tags: futebol, links, sem-mídia
at 16:10 2 comments
Todos juntos somos fortes!
Recebi por e-mail a proposta deste blog e declaro meu apoio total! Em solidariedade ao jornalista Luis Nassif, que tão bravamente tem denunciado inúmeros podres da revista Veja, a idéia é que todo blog inclua o link para http://luis.nassif.googlepages.com/home sempre que escrever em seu blog a palavra "Veja". Quanto mais gente fizer isso – assim, exatamente do mesmo jeito –, maior a probabilidade da denúncia do Nassif subir cada vez mais posições na lista das buscas por Veja no Google e nos demais mecanismos de busca. É a união dos pequenos revertendo a vantagem da popularidade do inimigo! Genial!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
até que demorou...
acabo de receber o telefonema de uma firma de advocacia solicitando
gentilmente a retirada de um comentário neste post do meu blog fora, aécio! o comentário fazia acusações contra uma empresa cliente deles e, como ainda por cima era anônimo, aceitei sem discutir. mas deixei lá um aviso de que o comentário que estava ali antes tinha sido removido a pedido de uma empresa citada. e só.
será que um dia eu vou receber telefonema de donandréa? exconjuro!
terça-feira, novembro 27, 2007
sábado, novembro 24, 2007
jô soares, racismo e censura
No dia 18 de junho, o escritor Rui Moraes e Castro foi entrevistado no programa do Jô Soares, por causa de seu livro "Memórias de um taxista". Segundo a resenha do livro, ele conta histórias que viveu como taxista no Brasil mas, principalmente, do período em que viajou por Angola, entre 1935 e 1975.
Na entrevista, Ruy descreveu hábitos e ritos sexuais ligados aos mumuilas, um grupo nômade africano. Jô começou a entrevista com o taxista com a seguinte frase: "Antes de falar do táxi, vamos falar da vida sexual angolana...existe uma relação entre os penteados e as vaginas?" Tanto o apresentador, quanto o entrevistado referiram-se aos hábitos e costumes culturais das mulheres do grupo de maneira preconceituosa e jocosa, utilizaram-se de ironias e fizeram alusão a pedofilia, além de terem mostrado várias imagens das mumuilas como se fossem aberrações. A platéia se divertia.
Quem quiser ver o vídeo com o trecho da entrevista, tem aqui. Vale a pena tb ler os comentários dos internautas.
A campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" enviou para o Ministério Público Federal do Rio denúncia contra esse fato, o foi instaurado um processo judicial contra a Rede Globo, a fim de identificar se realmente houve desrespeito às comunicades negras.
Hoje, recebi um e-mail falando de um abaixo-assinado on-line solicitando um pedido de desculpas da Rede Globo. Ele será encaminhado para os ministros Tarso Genro, Nilcéia Freire e Matilde Ribeiro, como também para o Procurador Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro. Para ler e assinar, clique aqui. Eu acho um pedido de desculpas pouco, posto que racismo é crime é dá cadeia, mas o abaixo-assinado não deixa de ser um ótimo instrumento de pressão para que os ministros e o MP não deixem esse caso cair no esquecimento.
...
Enquanto o apresentador Jô Soares incita esse tipo de pensamento, não tem pudores em censurar outros assuntos. Segundo o blog Fazendo media , o programa exibido no último dia 15 cortou boa parte da entrevista concedida pelo delegado de Polícia Civil do RJ Orlando Zaccone, que havia sido gravada no dia 12:
"(...) A entrevista sofreu um corte no momento em que o delegado comentou o filme Tropa de Elite. O trecho simplesmente não foi ao ar. Segundo Zaccone, Jô Soares ficou irritado com o seguinte comentário: "Essa classe média que está batendo palma para o filme não agüenta um tapa de polícia na rua". O apresentador teria respondido algo como "Não concordo. Isso é sua opinião". Zaccone ainda foi polido. Em vez de responder o óbvio, que havia sido convidado justamente para emitir sua opinião, ainda tentou contemporizar, explicando que as palmas a que se referia eram para as cenas de tortura e execuções sumárias.
Quem assistiu à entrevista pôde notar que Zaccone levou Jô na flauta. Ao contrário da maioria dos programas, em que o apresentador costuma aparecer mais que o convidado, o delegado conseguiu oferecer uma boa exposição sobre o conteúdo de seu livro recém-lançado (Acionistas do nada - quem são os traficantes de drogas). Abordou com bastante propriedade a teoria da seletividade da pena e mostrou, através de experiência própria, que a esmagadora maioria dos presos por tráfico não são violentos. Além disso, ainda achou espaço para criticar a mídia: "Recentemente um jornal do Rio de Janeiro publicou uma foto de uma mulher armada, de shortinho e piercing no umbigo. Só que esse estereótipo não condiz com a realidade". Jô ficou meio atordado e o interrompeu: "Mudando de assunto, já que os convidados vêm aqui para falar de sua vida, me fala sobre quando você era Hare Krishna". Zaccone falou alguns segundos e logo deu um jeito de voltar a criticar a criminalização da pobreza. (...)"
---
Movimento dos Sem-Mídia
Por uma mídia livre, plural, ética e imparcial.
Participe.
tags: cidadania, links, sem-mídia
at 11:46 2 comments
sexta-feira, novembro 23, 2007
uma frase
"Roland Barthes: 'o fascismo não é impedir de dizer, é obrigar a dizer'. O professor francês morreu na década de 1980, mas seu pensamento está cada vez mais atual. Um exemplo aplicado ao jornalismo se dá quando um repórter pensa em usar uma palavra, ou uma construção, ou mesmo uma determinada fonte, mas desiste da idéia porque sabe que o editor impedirá que ele se manifeste daquela maneira. O repórter está obrigado a dizer algo e, pior, de determinado modo. Para Roland Barthes, trata-se de um controle fascista, sobretudo quando sustenta idéais fascistas."
(do blog fazendo media)
...
para quem, como eu, é daqueles que no colégio sempre levantava o braço e falava "fessor, dá um exemplo prático?", aqui tá cheio de exemplo prático. ;-)
quinta-feira, novembro 22, 2007
Só para comparar...
(eu postei este texto ontem no votolula, mas acho que merece um repeteco aqui)
Recebi hoje, pelo grupo do MSM, entre outros bons textos, dois que me chamaram atenção por serem exemplos opostos de ética jornalística.
O primeiro é o texto da postagem anterior, "Para compreender a força de Lula", em que o professor Ladislau Dowbor traça um panorama da questão da desigualdade social e das políticas públicas praticadas pelo governo Lula, baseando-se em números oficiais, com fontes não só citadas como linkadas, ou seja: acessíveis a qualquer leitor. Mais do que despejar números, Dowbor cruza dados e os contextualiza, o que confere credibilidade e coerência ao texto.
O segundo é um post do blog Logística e Transporte, em que o autor, o engenheiro José Augusto Valente, põe abaixo, com dados, fontes e links, qualquer credibilidade ou coerência que poderia ter um artigo publicado no Estadão de hoje. Com o título Sem ferrovias, rodovias, hidrovias e portos, o festival de irresponsabilidades pinta um quadro tétrico para o futuro do Brasil, baseando-se em "fatos" do presente tais como "as estradas estão em petição de miséria", "as ferrovias praticamente não existem" e "os portos continuam reféns das Docas politizadas". Tais afirmações, ao contrário dos argumentos de Valente, não vêm acompanhadas de nem uma única pistazinha que ajude o leitor a descobrir de onde elas saíram, o que me faz deduzir que a origem das mesmas é tão somente (para não dizer outra coisa...) o sovaco da jornalista. Convido todos a lerem os dois - o artigo no Estadão e a análise do engenheiro - e tirarem suas próprias conclusões.
E ouso fazer um pedido: mesmo não encontrando de imediato uma fonte tão precisa quanto as do blog do engenheiro, mantenha sempre um pé atrás com a grande mídia. Pergunte-se sempre de onde veio aquela informação, quem disse, quando, em que contexto, é comprovável? Se o artigo contiver palavras e expressões do tipo "supostamente", "hipótese", "não-confirmado" ou "documentos guardados a sete chaves", desconfie em dobro. Não serei leviana de dizer que a mídia mente sempre, mas que é bom checar antes de comprar gato por lebre, ah, disso eu não tenho a menor dúvida!
quinta-feira, novembro 15, 2007
Movimento dos Sem-Mídia [II]

Já postei aqui antes sobre o Movimento dos Sem-Mídia. Depois da repercussão obtida pela manifestação que mostrei no post, o MSM organizou uma Assembléia, aberta a todos os interessados e amplamente divulgada pela internet, na qual foi redigido e aprovado um Estatuto Social que oficializa o Movimento como "uma associação da sociedade civil, de direito privado, sem fins lucrativos ou econômicos, de natureza democrática e pluralista", que tem como proposta desenvolver "atividades através de seus dirigentes e associados, sempre de forma pacífica e respeitando os princípios do Estado Democrático de Direito, em defesa e incentivo de uma mídia livre, plural, ética e imparcial, visando a formação e desenvolvimento de cidadãos conscientes e participativos."
No último dia 10, o MSM organizou outra manifestação, desta vez em frente à sede paulista da Rede Globo, e a intenção é promover cada vez mais, em diversas cidades do país. Como também ressaltei no primeiro post, o MSM é um movimento apartidário e desideologizado. Ele não reivindica que a mídia páre de dizer o que diz, apenas que ela dê voz igual ao que não vêm sendo dito, ao longo de muitos anos, em nome de interesses privados, e assim dê chance para que cada cidadão tenha condições de formar sua propria opinião.
Eu apóio o Movimento e me filiei a ele. Deixo aqui o convite para que todos conheçam mais sobre o MSM – seja visitando o blog Cidadania.com, seja entrando na lista de discussões no yahoogroups, seja participando da comunidade no orkut. O convite é para que conheçam, mas a esperança é de que abracem a causa e a divulguem. Afinal, a participação de cada cidadão é de importância fundamental, e este é o momento certo para aproveitarmos a oportunidade e promovermos o debate e a troca de notícias, perguntas e idéias sobre a questão da mídia no Brasil.
Update:
Reproduzo abaixo um cordel com o qual me deparei na comunidade do MSM no orkut, algumas horas após a postagem deste. É grande, mas creiam-me, vale a pena, é sensacional:
Deixa que a mídia eu balanço!
P. da Silva (vulgo Genésio dos Santos, janeiro/2007)
Para deleite da elite
que torce o nariz pro Lula
eis que quase toda a mídia
tá deixando a esquerda fula
que ora parte pro ataque
ora se encolhe e se anula.
No que agora me compete
abordar neste repente
apresento-te um cordel
pois entendo ser urgente
que dos informes da mídia
ninguém de nós se alimente.
Compreende que é por gosto
que nesta viagem me lanço!
O meu combate é com trovas
E rimas... E não me canso!
Zela por nosso governo!
Deixa que a mídia eu balanço!
Vejo as manchetes do dia
na internet ou nos jornais
por falta de conteúdo
o gosto é de "quero mais!"
e à procura de notícias
tô sempre correndo atrás.
É preciso informação
e isso eu não dispenso
mas aguço meus sentidos
neste nevoeiro denso
primeiro eu faço um filtro
e só depois me convenço.
As notícias que procuro
são do governo de agora
que após quinhentos anos
chutou a elite pra fora
só que isso tem um custo
e por isso a mídia chora.
Pois se a vitória foi nossa
e nisso eu acredito
o que precisa ser feito
é governar bem bonito
e sempre a favor dos pobres.
É isso aí, tenho dito!
Entre esquerdas e direita
já escolhi o meu caminho
mesmo que nesta jornada
por vezes eu vá sozinho
mas ninguém vai colocar
no meu guisado um espinho.
Quem a mídia representa?
Tu ousarias dizer?
Claro que a esta pergunta
nós sabemos responder!
A mídia é representante
dos que detêm o poder.
Na vida capitalista
seja de que ramo for
representa o consumismo
representa o explorador
representa o latifúndio
representa o mais-valor;
representa o patrãozinho,
o coronel, o feitor,
representa o industrial
quase sempre o opressor
só não representa o braço
do povo trabalhador;
e no ramo financeiro
de olho no ervanário
faz mesuras ao banqueiro
se rende ao seu ideário
e em hipótese alguma
tá do lado do bancário.
É só folhear os jornais
tomando muito cuidado
interpretar propaganda
cotejar classificado
que se nota com certeza
da mídia qual é o lado.
É o de quem compra o espaço
que é vendido, e não dado.
é o dos donos de negócios
que convivem lado a lado
com os especuladores
que manipulam o mercado.
A mídia assim representa
pretendo aqui relatar
fatia da burguesia
que vive a se lamentar
com vaga certa em marina
campo de golfe ou hangar;
mora em mansões com guarita
para a miséria afrontar
e freqüenta heliporto
pra todo dia voar
sem ter que uma lotação,
busão ou trem enfrentar;
ou se fecha em condomínios
com muitas suítes no apê
muitos carros na garagem
tevê a cabo, devedê...
com quartos pra criadagem
que sempre está à mercê
das ordens do sinhozinho
da casa grande moderna
que não quer ser contrariada
não quer choro nem baderna
para com isso manter
essa escravidão eterna.
É assim que ela chafurda
na lama de um atoleiro
é uma troca de favores
tudo feito por dinheiro
além de me causar asco
também provoca mau-cheiro.
Na campanha eleitoral
foi pau para o nosso lado
tá certo, eu admito
que uns possam ter errado
mas quem atirava as pedras
fingia não ter pecado.
Foi mote da oposição
"tá na mídia, tá nos autos!"
aos petistas e aliados
soluços e sobressaltos
e a mídia se esbaldando
engabelando os incautos.
Desculpa se no cordel
eu faço caricatura!
Mas pra conquistar espaço
nesta quase-ditadura
dos que têm tudo na vida
contra os que roem rapadura
tenho que ser bem direto
ao enfocar o problema
e ao meter a colher
procuro não ter dilema
não serei eu, cinqüentão,
que vou dar mole ao sistema.
Por vezes um colunista
cacareja isenção
mas ao publicar seu texto
e aí tomar posição,
esta, invariavelmente,
coincide com a do patrão.
Dá um cacete no Chávez
e o faz réu de muitos males,
dá rasteira no Ortega
e um pontapé no Morales,
dá um chega-pra-lá no Lula
e no Fidel... Nem me fales!
E diz estar defendendo
a tal da democracia
mas defende seus anéis
dia e noite, noite e dia
não quer perder a boquinha
de ganhar com a mais-valia.
Trata governante eleito
como se fosse gentinha
mesmo perdendo no voto
tenta impor a sua linha
e o cordelista pergunta:
Na bunada num vai dinha?
É assim que a mídia opera
na América Latina
desrespeitando eleitores
sempre de forma ferina
e mais, se dermos bobeira,
põe-se a agir na surdina.
E vai se comprometendo
na maior da cara-dura
co'a nata da burguesia
que ao se sentir insegura
passa a considerar
virtudes na ditadura.
Por isso deixo o recado
sem quebrar nenhuma rima
a quem dá pau no governo
e agindo assim se anima
fico co´os do andar de baixo
contra os do andar de cima.
Para aquele que foi pobre
e hoje é classe média
é bom que o governo Lula
nunca perca a sua rédea
senão a democracia
pode acabar em tragédia.
Para pôr fim à violência
que deixa a nação inquieta,
que ofereça ao cidadão
alternativa correta,
que a construção de presídios
não seja a única meta.
É bom que o governo Lula
invista em educação,
que obtenha resultados
no programa de inclusão
garantindo ao excluído
um teto, trabalho e pão.
Talvez se eu me concentrasse
noutra linha de argumento
para mostrar-te que a mídia
me causa aborrecimento
eu não fosse tão feliz
ao perseguir este intento.
Parece que já fui longe
Demais com este labor
Assim sendo me despeço
Saudando o trabalhador
Investindo no bordão:
Lula, é seu o andor!
Viajando neste cordel
A vida tem mais sabor.
domingo, setembro 23, 2007
Movimento dos Sem-Mídia
Que sociedade é essa em que alguns homens e mulheres perdem sempre, no que toca o embate de idéias sobre as grandes questões nacionais, sobre os rumos que o país deve tomar ou manter? É uma sociedade em que sempre perdi sem nem poder lutar. Uma sociedade em que a derrota já vige antes da peleja. Uma sociedade em que os poderosos barões da mídia debatem sem antagonista.
Em dado momento, refletindo sobre o esmagamento das divergências, sobre a fabricação dos consensos midiáticos no que tange a política, a economia, os costumes, o entretenimento, veio-me à mente uma imagem, a imagem de brasileiros e brasileiras que, cansados de vegetar à beira das estradas, cansados de não poderem exercer sua vocação ancestral para a agricultura por falta de terra, resolveram não mais se conformar com a condição de sem-terra num país em que ela há em profusão e não pode ser semeada porque constitui reserva de valor de latifundiários. Estes cidadãos não têm terra, e cidadãos como eu, cheios de idéias e opiniões legítimas, não temos espaço, nos latifúndios midiáticos, para semearmos nossos pontos de vista. Somos, pois, sem-mídia.
Esse é um trecho do artigo escrito pelo Eduardo Guimarães sobre como nasceu o Movimento dos Sem-Mídia - MSM, idealizado por ele, que começou a se concretizar no último dia 15 de setembro, quando mais de 100 pessoas se concentraram na porta do jornal Folha de São Paulo, onde entregaram (e protocolaram) uma cópia do Manifesto do Movimento.
Veja a seguir a reportagem do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, sobre a manifestação:
Apesar da óbvia falta de divulgação pelos grandes meios de comunicação, a iniciativa recebeu tantas mensagens de apoio que acabou sendo o pontapé inicial para a legalização do Movimento. Estão sendo cadastrados e-mails de simpatizantes e organizada uma assembléia, para se definir um estatuto e as melhores estratégias de ação. Enfim, a história completa, detalhada e atualizada é grande, e você pode ler lá no blog do Eduardo. (Sugiro voltar nos arquivos até as vésperas do dia 15, quando houve a manifestação.)
Ao contrário de que possa parecer a muitos - principalmente se/quando os "com-mídia" resolverem se manifestar sobre o MSM - o Movimento luta "por um jornalismo limpo, plural, fidedigno, apartidário e desideologizado." O grifo é meu.
Eu, Clarice, tenho minha posição política e minha ideologia, e elas são muito claras em dois de meus blogs, o Votolula e o Fora, Aécio!. Por elas, eu luto neles. Mas não são elas as principais razões para eu assinar e divulgar esse Movimento. Eu, como cidadã, acredito que o acesso a informações isentas e completas é fundamental para o fortalecimento da democracia em sua essência, ou seja, da soberania do POVO, e não de poucos que se apropriam de sua voz.
E você?
(eu sei, post igual nos três blogs. considerei esse assunto sério o bastante para merecer essa distinção)


